"Tudo aquilo que escondia, toda dor virou poesia encarregada de palavras fortes, mas palavras de menina"
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Insônia
Caminho nua pela casa...
Momentos de deleite que só desfrutamos em solidão
Debruço no espelho
Encontro marcas que não existiam,
Despeço daquelas que já partiram...
Envelhecemos, não?
É uma das poucas coisas que temos certeza da vida.
Os pés descalços reclamam da friagem..
A gente encolhe para evitar a perda do calor.
É.
E a gente encolhe na medida de qualquer sofrimento.
Recordo-me de cada perdão não consentido
E também daqueles que não pedi.
Normalmente, são esses que fariam diferença em nosso caráter.
Está mesmo frio hoje.
E ninguém balança as cordas do violão.
E ninguém se recorda de fazer uma oração.
Pelo sinal da santa cruz... Amém.
É que eu só queria dormir.
Acho mesmo essas passagens da vida um puro descaso.
É que em nenhum momento me recordo dos dias de ócio.
Sabe qual foi a primeira palavra digitada?
Nossa, é igual sonho.
Como se estivesse escondido por algum gueto da memória,
No fundo obscuro de alguma lembrança.
Mas, se apaguei...
É porque ela não serve mais.
Mas me incomoda.
Incomodam-me diversos fatos.
Quando não concordam,
Ou até quando concordam com minha verdade absoluta.
Eu removi o que tinha de bagunça sobre a cama,
Deixei bem no cantinho.
Só que ela me incomoda também,
Como em certas passagens da vida
Que deixamos para resolver depois e caem no esquecimento,
No cantinho do tempo.
Tá bom, é preciso dormir...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Coersão
Me induza aos prantos,
E não lhe darei as possibilidades!
E aquilo que lhe finge ser um acerto,
É o mesmo que me leva as armadilhas do medo
Lembrei-me das minhas virtudes,
Também dos meus defeitos...
Acaba-me a paixão,
E prefiro me recolher na distância da incerteza dos fatos
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Inesquecível
Descobri que lhe sou imortal.
Que hoje sou uma sombra, sim, apenas.
Mas se ainda percorro por suas penumbras, é porque você guarda de mim, algum fio de lembrança.
Para sua agonia, você me permitiu a eternidade.
Que hoje sou uma sombra, sim, apenas.
Mas se ainda percorro por suas penumbras, é porque você guarda de mim, algum fio de lembrança.
Para sua agonia, você me permitiu a eternidade.
sábado, 9 de julho de 2011
Jogos, estratégias...
Nunca fui boa na brincadeira de esconde-esconde...
...Não sei me esconder,
Não gosto de procurar!
...Não sei me esconder,
Não gosto de procurar!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Um Cuidado
Um cuidado pois
Não bastava estar atrás de uma neblina,
Nem de um nome que na verdade não existia
Já era frágil meu castelo,
Já trincavam meus cristais,
mas vi em suas fissuras alguma beleza,
mesmo sem qualquer feixe que os fizessem refratar a luz.
Nem por mera gentileza trocaria esta peça por trocados reais.
Há uma velha lenda sobre uma espada encravada
Que conta que só o mais fracos dos mortais lhe faria gozar da liberdade*
Há, por vice-versa uma outra
que debocha Aquiles, o mais forte dos ideias.
Nas duas uma pequena verdade:
Que o mísero descaso surpreende,
Que no mínimo descuido, a gente aprende
Não bastava estar atrás de uma neblina,
Nem de um nome que na verdade não existia
Já era frágil meu castelo,
Já trincavam meus cristais,
mas vi em suas fissuras alguma beleza,
mesmo sem qualquer feixe que os fizessem refratar a luz.
Nem por mera gentileza trocaria esta peça por trocados reais.
Há uma velha lenda sobre uma espada encravada
Que conta que só o mais fracos dos mortais lhe faria gozar da liberdade*
Há, por vice-versa uma outra
que debocha Aquiles, o mais forte dos ideias.
Nas duas uma pequena verdade:
Que o mísero descaso surpreende,
Que no mínimo descuido, a gente aprende
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)